Cachoeira em Pilar do Sul é refúgio para paulistanos

Sombra e natureza atraem muitos turistas à Nascente das Águas 

De segunda a sexta, os paulistanos se preocupam com contas, trabalho, trânsito, filas, família, entre outras coisas. Quando chega o final de semana, o que mais querem é a tranquilidade e o sossego do interior para esquecer o stress do dia a dia. A cachoeira Nascente das Águas, localizada no Bairro do Turvinho, em Pilar do Sul/SP, na rodovia que liga a cidade a Piedade, é um dos “refúgios” procurados. Segundo levantamento, dos visitantes da cachoeira, 95% são turistas, sendo a maioria da capital.

A Nascente das Águas foi utilizada a partir da década de 20 na primeira usina hidrelétrica fornecedora de energia para a cidade. Atualmente, o local é propriedade da empresa Amanary Eletricidades. Segundo Sílvio Bernardo Mendes, dono da área que dá acesso à cachoeira, a região passou a ser privada há seis anos, pois o único caminho para chegar ao local é atravessando sua propriedade. Então, conseguiu autorização para explorar e cuidar da área de acesso.

Segundo Mendes, com a reserva particular, outras atividades são oferecidas aos visitantes. Além de três quedas d’água, há bosque, piscinas, trilha, cantina, play ground e mini animais, como vacas, cavalos e galinhas. Os visitantes têm permissão de pescar e fazer churrasco, sempre se preocupando com a preservação do meio ambiente. Para visitar a cachoeira, é cobrada uma taxa de R$ 15,00 por pessoa, para ajudar a manter o local.

Chegar à cachoeira requer certo esforço, é preciso descer degraus de uma trilha íngreme, segurando nas cordas de apoio para evitar quedas. A trilha não é recomendada para idosos ou pessoas muito sedentárias.

Durante a caminhada, que dura cerca de 30 minutos, você entra em contato com a natureza, escutando o barulho da água, o canto dos pássaros, sentindo o ar fresco da natureza e o vento batendo nas árvores que cercam o lugar.

A primeira queda d’água que se observa é a de maior volume, as outras duas ficam próximas, seguindo a trilha. Chegando perto, sente-se respingos de água fresca, como uma garoa. É permitido se refrescar nas águas geladas, tomando cuidado com a correnteza.

Como a trilha é rodeada de mato e árvores, há muitos insetos no local. Uma dica para os visitantes é levar um repelente na bolsa, para evitar picadas de pernilongos e mosquitos.

Durante a alta temporada do verão, cerca de mil pessoas visitam a cachoeira por final de semana, diz Larissa Mariana Mendes, 22, gerente da reserva. “Já vim aqui quatro vezes. O lugar é um espetáculo, é muito bom para quem gosta de lazer e tranquilidade”, conta o paulistano José Roberto Búfalo.

Para a psicóloga Sônia Regina de Souza Campos, 47, quando se tem contato com a natureza, de alguma forma você retoma sua essência, ajuda no equilíbrio físico, mental e espiritual. “As pessoas que moram em cidades pequenas, que têm contato com o campo e a natureza, fazem leitura de plantas, animais, tem percepção dos detalhes do meio ambiente. Já quem mora nas cidades grandes, tem a atenção ligada para ganho material e não consegue valorizar a importância da natureza no equilíbrio natural”, completa Sônia.

(Reportagem produzida pela aluna Jéssica Nascimento para a Agência de Jornalismo UNISO.)