Avenida José de Nóbrega, retrato do descaso do poder público e população

Moradores, comerciantes e usuários da Avenida José de Nóbrega, sentido Avenida Papa João XIII-Rua Pedro Batista, deparam-se com duas realidades: um pequeno trecho da citada avenida (da Av. Papa João XIII até Rua Cel. Batista) está arborizada, com gabiões e até uma passarela. Da Rua Cel. Batista até a Rua Pedro Batista, o que se vê é o retrato do abandono e descaso público. Apesar de frequentes reclamações dos moradores, comerciantes e usuários, as pontes que foram levadas pela enchente no início de 2010 (gestão Antonio José Pereira) não foram refeitas; mato, restos de construção, restos de veículos, garrafas pet, e todo tipo de lixo ‘enfeitam’ a paisagem.

Passarela improvisada: buracos e tábuas soltas colocam em risco os usuários

Passarela improvisada: buracos e tábuas soltas colocam em risco os usuários

No lugar das pontes destruídas pelas chuvas, colocaram provisoriamente dois simulacros de passarela para a travessia do Córrego da Passagem. E o que era provisório permaneceu os três anos da gestão Antônio José Pereira e se perpetuam no segundo ano da gestão Janete Pedrina de Carvalho Paes.

Ao descaso do poder público se alia a falta de educação ambiental e consciência da população.  Evidentemente que entulho, lixo, resto de construção não chegam sozinhos às margens do Córrego da Passagem. São levados pela falta de vontade política dos administradores e pelos moradores, comerciantes e usuários que fazem do Córrego da Passagem um local de descarte de toda sorte de material que não serve mais.

As jornalistas Sueli Maita (Blog Repórter Pilar) e Geni Alves dos Santos (O Jornal) fizeram um registro fotográfico do local citado. Talvez as imagens, nesse caso, tenham mais força que as palavras.

Que imagens e palavras sejam contundentes para sensibilizar a prefeita, o presidente da câmara e seus vereadores, os secretários responsáveis por meio ambiente, o Conselho Municipal de Meio Ambiente e outros órgãos, partidos políticos, instituições educacionais que se arvoram, em datas destinadas à conscientização da importância de se preservar e cuidar do meio ambiente, a organizar palestras, exposições e outros eventos, não desnecessários, mas insignificantes frente aos sérios problemas ambientais de Pilar do Sul.