Editorial

Adiado o final do mensalão. Só no próximo dia 18 de setembro será decidido se os 12 condenados poderão ter direito a uma nova decisão. Quem poderá se beneficiar, se houver novo julgamento? Dos 12 condenados, o ex-ministro José Dirceu e os deputados José Genoíno e João Paulo Cunha. Bastante sintomático, não?

Já foi mantido o mandato do deputado presidiário Natan Donadon (ex-PMDB-RO); a decisão foi anulada, posteriormente, mas já deixou clara a tendência dos parlamentares de conivência com corruptos, assassinos, dentre outros desavergonhados eleitos como representante do povo.

A sorte dos réus do maior escândalo político do governo Lula está nas mãos de um único ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, que decidirá o direito (!?) de alguns condenados a um novo julgamento. Se tal acontecer, o fim do processo poderá se arrastar, beneficiando personagens importantes do mensalão.

Se esse processo se estender para 2014, ano de Copa e eleições, o que podemos esperar?

Novamente o povo terá o ópio do futebol (substituindo o vinho e o circo romanos) e irá votar no político que mais oferecer ‘favores’ aos desatentos eleitores.