Editorial

Muitos são os fatores para se combater o (mau) hábito de jogar lixo nas ruas: suja a cidade, deixando-a um lugar desagradável para moradores e visitantes, entope bueiros e viabiliza a proliferação de ratos, insetos, transmissores de doenças.

Qual o melhor método para conscientizar a população e provocar uma mudança de comportamento? Instituir multa, como já existe em várias cidades e, mais recentemente, no Rio de Janeiro? Quando dói no bolso, é mais fácil de conscientizar e educar o cidadão, dizem.

Jogar lixo na rua pode custar caro ao infrator. No Rio, multa varia de R$ 157 a R$ 3 mil. E, nem sempre, o resultado é duradouro.

E o que faz uma pessoa sujar o local onde vive? Falta de cultura, de educação, ou de ambas?

Creio que quem joga lixo na rua também estaciona em locais proibidos (observem as vagas para idosos ou pessoas com necessidades especiais). Quem joga lixo na rua é o mesmo cidadão que ultrapassa pelo acostamento, que fala ao celular enquanto dirige, que não usa o cinto de segurança, que se acha no direito de furar fila, que quer sempre levar vantagem…

Praticar pequenos delitos parece que é algo arraigado em nossa cultura. Que mal faz uma conversão proibida? Ou dirigir na contramão? Ou jogar a bituca de cigarro, ou qualquer outra coisa na rua?

Quem sabe multar quem comete esses crimes (sim, crimes!) dê mais resultado do que campanhas de conscientização.