Edição
121 - 31 de Julho de 2008
Editorial
A campanha para as eleições municipais de 2008 já foi iniciada. Nas ruas, carros e motos tocam os jingles dos candidatos, conclamando a participar de comícios ou para inteirar-se do perfil dos candidatos. Pilar do Sul, com quatro candidatos a prefeito e mais de 50 candidatos à vereança, afasta-se da história recente, quando somente dois partidos lançavam candidatos majoritários e os partidos menores serviam como coadjuvantes, ‘emprestando’ suas siglas para eleger este ou aquele e depois sair de cena. Somente os representantes de partidos com larga representatividade no cenário nacional tinham acesso à administração. Aos partidos pequenos, que colaboraram para eleger o candidato da coligação, restava apenas um ‘cala a boca, quem manda agora sou eu’... O eleitor nem sempre nota esse jogo de poder.
São práticas políticas (ou, convenhamos mais politiqueiras)
comuns no país, que o município segue fielmente... Para que
mudar? É muito mais cômodo e conveniente repetir o modelo de
sempre, sem necessidade de analisar, refletir e votar no candidato que melhor
apresente propostas viáveis e passíveis de serem colocadas em
prática.
Nessas eleições o eleitor pilarense terá a oportunidade
de ouvir, dos quatro candidatos a prefeito e dos candidatos a vereador, seus
programas para administrar e legislar com políticas públicas
que tragam, prioritariamente, um desenvolvimento sustentável ao município.
E que tenham, como ponto fundamental, a melhoria da qualidade de vida não
a poucos privilegiados por compromissos assumidos na campanha, por parentesco,
por compadrios, ou qualquer outro critério que não seja o da
competência e honestidade.